Vídeo acelerado mostra 'banquete' de caramujos comendo bacalhau no Ártico


Da BBC

Um grupo de cientistas acreditava que a vida no fundo do oceano Ártico "repousava" durante as longas noites de inverno. Mas uma série de gravações provou exatamente o oposto.

O mundo pouco conhecido foi catalogado ao longo de três invernos no fiorde Svalbard, na Noruega, por uma equipe de 100 cientistas. Entre as imagens registradas, está um ataque de caramujos ao corpo de um bacalhau em decomposição.

O trabalho incluiu filmagens submarinas e análises do conteúdo dos estômagos de peixes e aves.

Os resultados foram divulgados na publicação científica Current Biology.

"Todas as pesquisas anteriores tinham sido feitas durante a parte 'clara' do ano (em que há luz solar)", disse Jorgen Berge, um dos autores do estudo, da Universidade Ártica da Noruega e da Universidade Centro em Svalbard.

"Basicamente, tínhamos concluído que, quando escuro, não haveria nenhuma produção primária ou atividade. O sistema só esperava a luz retornar".

As imagens colhidas nos invernos, no entanto, revelaram pequenos animais se reproduzindo ativamente, mariscos se alimentando e crescendo, e muitas espécies predadoras à procura de alimento.

Pesquisadores de sete países participaram do projeto, com expedições realizadas no mês de janeiro dos anos de 2013, 2014 e 2015.

"(Nossos resultados) são bem o oposto do que a maioria das pessoas acreditava e isso ocorreu, primeiramente, porque as pessoas nunca olharam (para lá)", disse Kim Last, da Associação Escocesa para Ciência Marinha.

"Todas as vezes que os mergulhadores voltavam com imagens e as mostravam, era simplesmente incrível. Havia muita alimentação ocorrendo, aves marinhas mergulhando... Foi uma grande surpresa".

Segundo Berge, é incerto o quanto desta atividade se deve ao aquecimento das temperaturas.

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